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História do MTM

Os impulsos significativos para o desenvolvimento dos sistemas de tempos pré-determinados partiram de F.W. TAYLOR (1856 - 1915) e, principalmente, de F.B. GILBRETH (1868 - 1924).
GILBRETH reconheceu que o tempo de execução de um procedimento com o mesmo treinamento (habilidade),com a mesma aptidão (capacidade) e com o mesmo empenho (esforço) por uma pessoa, dentro de um ritmo operacional racional ou razoável, depende exclusivamente do método aplicado.
Ao filmar inúmeras sequências de movimentos, GILBRETH constatou que os movimentos humanos podem ser sintetizados ou agrupados em 17 elementos de movimento, e identificou-os pela inversão do seu nome, denominando-os Therbligs. Estes foram os “antecessores” dos movimentos básicos MTM.
GILBRETH e seus colaboradores realizaram estudos dos movimentos, tendo como suporte estes Therbligs, com a finalidade de identificar um método que permitisse executar determinada tarefa dentro do menor período de tempo. Nessa busca, eles procuravam eliminar todos os Therbligs que não auxiliassem no desenvolvimento do trabalho. A análise dos movimentos era feita para a mão esquerda e direita. Por isso é que este procedimento de análise da sequencia dos movimentos dos seres humanos passou a ser denominado Análise Bimanual.
 
As deficiências dos estudos de movimentos da época residiam, primordialmente, no fato de que não se conseguia atribuir tempos aos movimentos e, desta forma, também não se conseguia avaliar nenhuma alternativa no método. Isto levou finalmente ao desenvolvimento dos Sistemas de Tempos Pré-determinados (STP).
Os STP são métodos com os quais deverão ser apurados os tempos teóricos para a execução dos procedimentos, totalmente influenciáveis pelo elemento humano. Da aplicação dos sistemas de tempos pré-determinados surgem orientações essenciais para a configuração dos locais e métodos de trabalho.
 
Esses sistemas são, consequentemente, uma evolução do então “usual estudo dos movimentos”, passando-se a priorizar a atribuição de valores e a quantificação das análises das sequências dos movimentos e dos seus tempos de execução.
 
Foi com essa base de dados que SEGUR, um colaborador de GILBRETH, desenvolveu, já nos anos de 1919 a 1924, o primeiro sistema de tempos pré-determinados, o chamado MTA (Motion Time Analysis).
 
No ano de 1940 a “Westinghouse Electric Corporation” solicitou a “Methods Engineering Council” em Pittsburgh, Pennsylvania (USA), uma consultoria executada pelos especialistas americanos:
 
J.LOWRY SCHWAB
H.B. MAYNARD
 G.J. STEGEMERTEN
 
durante a qual apuraram os dados básicos do Método MTM, que, no decorrer dos anos seguintes, foram avaliados, complementados e testados na indústria. Em 1948 ocorreu a publicação oficial na revista “Factory Management and Maintenance”. No mesmo ano foi lançado no mercado o livro “Methods Time Measurement”, no qual estão resumidos os princípios básicos do Método MTM.
 
Na década de sessenta foram desenvolvidos, fundamentados no Método Básico MTM,
processos complementares mais complexos como, por exemplo, o MTM valores básicos (SD), ou o Método MTM-2 que também, como o Método Básico MTM (identificado em outras nações como MTM-1), atendem às seguintes exigências, conforme já formuladas pelos profissionais de desenvolvimento:
 
· O método deverá ser aplicável em todos os ramos de atividades.
· O método deverá ser compreensível por todos e o seu aprendizado ser fácil, não exigindo conhecimentos prévios especiais.
· O método deverá estar estruturado de tal maneira que o tempo de sua execução seja uma “decorrência dele próprio”.
· O método deverá ser padronizado mundialmente.
 
 
Esse conjunto dos dados em que está baseado o desenvolvimento do Método MTM encontra-se na “University of Michigan”, em Ann Arbor (USA), bem como no “Maynard-Research Council”, em Pittsburg, Pennsylvania (USA), onde pode ser consultado pelos interessados. Estes dados constituem a base para as pesquisas realizadas, nas décadas de cinqüenta e sessenta, pela “U.S. MTM-Association for Standards and Research”. A obra publicada por MAYNARD, SCHWAB e STEGEMERTEN, “Methods-Time Measurement" em 1948, juntamente com os relatórios de pesquisa, representam os “primeiros registros” do método MTM.
 
Inúmeros procedimentos industriais foram filmados com a finalidade de delimitar, entre si, os movimentos básicos, e assim, apurar o tempo necessário para executá-los. Os tempos efetivos foram apurados por meio da contagem de quadros que aparecem por movimento (velocidade do filme: 16 quadros por segundo). No relatório de Maynard, Schwab e Stegemerten está descrito detalhadamente o procedimento adotado na apuração dos dados.
 
Os tempos efetivos de outros movimentos como, por exemplo, caminhar, foram apurados com o auxílio de levantamento de tempo.
A dispersão de tempos resultante do desempenho interpessoal foi amplamente compensada pela aplicação do método americano para avaliação do grau de rendimento LMS. Este método que também é conhecido como método “Leveling” homenageia os respectivos autores (Lowry, Maynard, Stegemerten) usando as primeiras letras dos seus nomes.
 
O desempenho padrão de 100% é definido pelo método LMS como sendo:
 
“O desempenho de um ser humano com nível médio de treinamento que executa esse trabalho continuamente sem apresentar fadiga operacional”.
 
 
Com o passar dos anos, o método MTM obteve uma importância ascendente, em particular na Europa.
Era utilizado, predominantemente, como meio auxiliar do planejamento da estruturação das tarefas até os anos 70, a partir de então foram colocados novos sistemas de dados MTM à disposição dos usuários, passando então a analisar sistemas produtivos desde o começo de seu desenvolvimento e ao longo da completa corrente geradora de valor em uma empresa. Padrão utilizado até hoje.
 
 
O método foi oficialmente introduzido no Brasil no ano de 2003 com a fundação da Associação MTM do Brasil.
A partir de então, o método tem a sua representação pela associação que prove treinamentos homologados pelo Diretório Internacional MTM (IMD) e promove a integração entre entidades de ensino e empresas interessadas no desenvolvimento e aplicação da Metodologia MTM e suas utilizações.